quarta-feira, 12 de maio de 2010

Um muito de beleza, porque o tempo esquentou.

Do poema NOSSO TEMPO
de Carlos Drummonde Andrade
(último verso)

VIII

O poeta
declina de toda responsabilidade
na marcha do mundo capitalista
e com suas palavras, intuições, símbolos e outras armas
promete ajudar
a destruí-lo
como uma pedreira, uma floresta,
um verme.

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